segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Brizola sempre teve razão!

A carta abaixo, assinada pelo Vereador Leonel Brizola Neto, endereçada à jornalista Hildegard Angel, do Jornal do Brasil, agradece as palavras de Hilde, sobre as assertivas de Leonel Brizola,
quanto à necessidade de haver um efetivo controle das fronteiras brasileiras, pelas nossas forças armadas, e pela Polícia Federal, para coibir a entrada de armamentos e de drogas nos limites territoriais, seja do Brasil, seja do Estado do Rio de Janeiro. À época, as palavras de Brizola foram contestadas pela mídia, e pelo atual (des)governador Sérgio Cabral, o responsável pelo genocídio dos jovens negros e pobres, e pelo assassinato de pessoas de todas as idades, moradores das favelas e comunidades mais pobres do estado, através da pena de morte, “quase” oficial no seu (desgoverno).Certamente, se os 506 CIEPs construídos por Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, estivessem com seu pleno funcionamento preservado, segundo o modelo ideal de escola integral e integrada, pois as dependências escolares eram usadas durante todo o dia, e a noite abrigavam cursos de alfabetização, e de educação de adultos, além das quadras esportivas, gabinetes médicos e odontológicos, serem partilhadas pela comunidade do entorno, certamente, reafirmo, nossos jovens teriam direito ao estabelecido na Constituição Brasileira. O modelo de escola, idealizado pelo Prof. Anísio Teixeira, e amplamente desenvolvido no Rio de Janeiro, sofreu as maiores críticas de partidos de esquerda, que agora apóiam a política de extermínio, e não de educação, deste (des)governante. Quantas escolas foram construídas após os CIEPs? Em respeito e solidariedade a Leonel Brizola, apoiamos a carta do Vereador da Cidade do Rio de Janeiro, e a publicamos em nosso blog, para que mais pessoas possam conhecê-la. Saudações quilombolas e brizolistas,
Edialeda Salgado do Nascimento


Cara Hilde,
Fiquei comovido com sua nota de ontem, lembrando a perseguição que meu avô, Leonel Brizola, sofreu por suas posições avançadas para a época, especialmente nas área de Segurança e Educação.Quando foi governador, Brizola alertou, juntamente com seu vice, Nilo Batista, que o Rio não produzia drogas (naquela época), muito menos armamentos, e que a Polícia Federal tinha obrigação de vigiar as fronteiras, pois a ineficiência na esfera federal trazia um grande problema de segurança pública para o Rio de Janeiro.A falta de ética profissional de certos setores da imprensa, mencionada corretamente por você, ainda persiste, pois é um absurdo que não haja um mea culpa, uma autocrítica, uma referência sequer a este fato, tão comentado na ocasião, e que agora é constatado pelo Secretário Beltrame, que não pode ser “acusado” de ser Brizolista.A falta de ética persiste também quando os mesmos órgãos de imprensa que se dizem democráticos gastam páginas e páginas exaltando a Educação Integral de outros países, sem citar uma única vez o projeto original e avançado dos CIEPs, idealizados pelo grande professor Darcy Ribeiro e por meu avô, com a colaboração arquitetônica genial de Oscar Niemeyer. A missão dos CIEPs era resgatar os excluídos, em especial, as crianças e jovens, tornando-os cidadãos plenos, com saúde, cultura e auto-estima. Brizola compreendeu que era a escola que tinha que ir para a periferia, e não o contrário. Esperançoso com a mudança que surgiria a partir daí, meu avô dizia: “cada CIEP que se abre é uma cadeia que se fecha”. E Darcy, visionário, afirmava: “precisamos fazer isso agora, senão, daqui há 20 anos vamos ter medo de criança !”.
Por isso, Hilde, agradeço a sua citação oportuna, para não deixar cair no esquecimento o fato de que se não fosse a campanha preconceituosa e contínua contra qualquer política ou manifestação pública feitas por meu avô Leonel Brizola, poderíamos ter evitado que a situação chegasse ao ponto que chegou. Enquanto faziam de Brizola o “bode expiatório” de todos os males, os “senhores das armas e das guerras” prosperavam à vontade com o crescente tráfico de armas através de nossas fronteiras. Mas a memória é uma arma pacífica, e a única eficaz contra a repetição dos erros e injustiças. Não podemos esquecer os tantos que lutaram verdadeiramente pela democracia neste país, entre os quais se incluem Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, sua mãe Zuzu Angel e seu irmão Stuart Edgar Angel Jones.
Cordialmente,Leonel Brizola Neto
Vereador PDT-RJ

sábado, 24 de outubro de 2009

FEBRABAN E DISCRIMINAÇÃO RACIAL

FEBRABAN CONFESSA DISCRIMINAÇÃO DE NEGROS NOS BANCOS
Por: Redação - Fonte: Afropress - 17/10/2009
S. Paulo - Acusados pelo Ministério Público Federal do Trabalho da prática de racismo, os principais bancos brasileiros, por intermédio da poderosa Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), admitem no Censo realizado como parte do Mapa da Diversidade que, embora a escolaridade entre negros e brancos sejam equivalentes nos níveis superior e pós - 83% e 83,6% , respectivamente -, funcionários negros recebem apenas 64,2% dos brancos e os pardos 67,6%. A informação equivale a uma confissão da prática de discriminação contra negros na política de recrutamento de pessoal.
O Mapa tem sido utilizado como instrumento de marketing e já foi apresentado em duas audiências públicas, na Câmara e no Senado, para uma platéia seleta de negros, entre os quais, o Frei David Raimundo dos Santos, da Rede Educafro, e Maria Aparecida Bento, do Centro de Estudos das Relações do Trablaho e Desigualdades (CEERT), a consultoria contratada pela Febraban para fazer o estudo.
Ação e impunidade
Nos Estados Unidos, esta semana, o procurador Andrew Cuomo, de Nova York, abriu processo em que cobra US$ 4 milhões de seis empresas de construção acusadas de usar critérios de cor, raça ou país de origem para definir o valor dos pagamentos de seus funcionários. Pela tabela usada pelo dono das empresas, Michael Mahoney, funcionários brancos de origem irlandesa recebiam em média US$ 25 por hora, os negros ganhavam US$ 18, e brasileiros e latinos em geral, US$ 15 pelas mesmas funções.
Afropress pede, desde julho, uma entrevista com o presidente da Febraban, o banqueiro Fábio Barbosa (foto), do Santander. Sua assessoria passou três meses para responder a um e-mail com pedido de entrevistas e, no último contato, mandou os dados com a apresentação do Mapa da Diversidade. Nem a Febraban nem o CEERT informam o valor do contrato para elaboração do Mapa da Diversidade.
Confissão Os dados do Censo envolvendo 204 mil funcionários em todo o país em instituições como Itaú/Unibanco, Santander Brasil, Banco do Brasil, BIC, Bradesco, Caixa Econômica Federal e HSBC, revelam que um homem negro recebe R$ 2.870,00, enquanto um funcionário branco recebe R$ 3.411,00 para a mesma função.
Um dado que reforça a confissão é que a presença de negros na População Economicamente Ativa (PEA) é de 17%, enquanto nos bancos é de apenas 11%. Em S. Paulo, o maior centro financeiro do país, a presença negra é de 12% na população economicamente ativa, enquanto nos bancos é de 7%.
No caso das mulheres negras a política discriminatória é ainda mais escancarada: enquanto na população economicamente ativa as mulheres representam 18%, no setor bancário é de apenas 8%. Em S. Paulo, a presença de mulheres nos bancos é de 6% contra 11% na população economicamente ativa. Na distribuição de cargos, o estudo do Mapa da Febraban expõe a discriminação sem retoques: a presença negra em cargos da Diretoria e Superintendência é de apenas 4,8%, contra 91,6% dos brancos; na gerência, 14,9% dos cargos são ocupados por negros, contra 81,7% de cargos de brancos; na Supervisão, chefia e Coordenação, apenas 17% são negros contra 79,8% de brancos. Entre os trabalhadores funcionais, 20,6% são negros contra 75,7% de brancos.
Maquiagem Apesar da política de discriminação escancarada - não contestada pelas lideranças que tem participado de tais audiências da Febraban - os bancos não informam que providências pretendem adotar nem quando porão fim a política de discriminação.
No Mapa, por recomendação do CEERT, são propostas medidas de alcance retórico, como mobilizar, sensibilizar e engajar;definir indicadores para gestão; ampliar alcance do recrutamento e seleção;acelerar contratação;envolver outros públicos. Cada uma das ações se desdobra em medidas que vão de encontro de executivos do setor, a busca de parcerias, passando pela divulgação de vagas e treinamento de equipes e parceiros.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Saudação aos Congressistas da Secretaria Regional do Movimento Negro PDT RJ

Washington, 25 de setembro de 2009

Sr. Presidente Luiz Eduardo,
Companheiras e Companheiros,

Tenho o prazer de saudar aos Congressistas, e parabenizar a Secretaria Regional do Movimento Negro do PDT do Rio de Janeiro, pela realização deste 20 congresso.
Há exatamente 30 anos, na Carta de Lisboa, pela primeira vez, um partido político reconheceu e valorizou a importância do Povo Negro na construção da Cultura e da riqueza econômica do Brasil.
Também em 1970, Leonel Brizola voltou de 15 anos de exílio, e trouxe consigo um mar de esperança no restabelecimento da democracia, após um longo inverno ditatorial. A presença de Brizola com o PDT, na vida política nacional, restabeleceu os princípios trabalhistas de Getulio Vargas, João Goulart, o nosso Jango, e Alberto Pasqualini. Valeu Brizola!!!
Também valeu a presença entre nós de Abdias Nascimento, cuja persistência na luta contra o racismo, o preconceito e a discriminação racial, ajudou ao PDT, como um todo, a conhecer e a respeitar os afro-descendentes. Axé Abdias!!!
Gostaria de fazer público o agradecimento ao nosso Presidente Nacional, licenciado, Ministro Carlos Lupi, pelo apoio e pela parceria com a Secretaria Nacional do Movimento Negro, através de ações concretas, dentre elas o Plano Setorial de Qualificação - PLANSEQ - para profissionais afro-descendentes, que, já em fase de licitação pública, irá qualificar e facilitar a empregabilidade de cerca de 25 mil pessoas, em 2009.
Também queremos saudar ao companheiro Secretário-Geral, Dr. Manoel Dias, no seu denodo em estar junto às direções regionais de todo o país, organizando e motivando militantes e dirigentes.
Agradecemos aos companheiros Marcelo Panella e Prof. Loureiro, outros parceiros, respeitosos com a nossa gente.
Na direção regional do Rio de Janeiro, agradecemos especialmente aos companheiros, Jose Bonifácio, Presidente em exercício e Carlos Correia, Secretário-Geral. E mais reconhecimento à parceria de nossa Elma Cerqueira Fuentes, e do querido companheiro Jornalista Osvaldo Maneschy, Presidente da Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini.
Tivemos, e temos grandes lideranças na Secretaria do Movimento Negro do PDT, mas é justo destacar alguns dos já falecidos:
Deputado José Miguel, autor dos projetos de lei da criação do monumento a Zumbi de Palmares, o primeiro erguido em todo o Brasil, e da criação da Quinzena de Cultura Negra.
Airton de Oliveira, grande e inesquecível companheiro de todas as horas, brizolista fervoroso.
Hemetério dos Santos e Olímpio dos Santos, dois comunistas, que se dedicaram conosco a defesa do trabalhismo.
Wanderley de Souza, que desde o Aeroporto do Galeão, onde recebemos Leonel Brizola (junto ao getulista, janguista, brizolista, trabalhista, Jose Colagrossi Filho), trabalhou arduamente pela criação do PTB, depois PDT, e perguntava, já em 1979: Onde está o Negro na política? Onde está o Negro Embaixador, General de Exercito, Almirante, Brigadeiro? Onde está o Negro nos Tribunais Superiores? Wanderley, meu amigo de infância, lá do Cachambi, transformou minha mente de sindicalista, em ativista do Movimento Negro, ao caminharmos juntos por várias sendas na criação do nosso partido, e nas eleições para o governo do Estado do Rio de Janeiro.
Engenheiro Manoel Cabral de Queiroz, baiano de Feira de Santana e de Duque de Caxias, onde foi Secretário de Planejamento.
Seu Arlindo Torres, incansável em todas as campanhas do PDT, desde 1986.
Companheiras e Companheiros, os movimentos do PDT: Negro, Juventude, Mulheres, Aposentados, Sindical, somente terão justificadas suas existências, se integrados aos movimentos sociais não partidários. Quando vocês ali estiverem, não tenham medo ou vergonha de declarar sua filiação partidária, ao contrário, tenham orgulho de proclamar que estão nas fileiras de um partido que ousa dizer NÃO ao capitalismo, e ao “entreguismo” de nossas riquezas; de Vargas a Carlos Lupi, passando por Jango e Brizola, a defesa dos interesses dos trabalhadores e da soberania nacional são as nossas bandeiras.
A Secretaria Nacional do Movimento Negro do PDT não aplaude o açodamento na aprovação recente, pela Câmara dos Deputados, de dois projetos:
- Estatuto da Igualdade Racial, que, em verdade, não beneficia os afro-descendentes em sua totalidade, vide o capitulo referente aos Quilombolas, e deixa, por esse motivo, muito a desejar.
- Reforma Eleitoral, que além de outros, apresenta três pontos mais do que discutíveis:
* A não obrigatoriedade do voto impresso, para as eleições de 2010, mesmo que fosse apenas de um pequeno percentual, em forma de amostragem. Sabemos que este foi um dos pontos de luta de Leonel Brizola com o STE, porque, por duas vezes, foi lesado, ou quase, com este sistema de urnas eletrônicas sem comprovantes de votos. Na primeira vez, na eleição de 1982, para governador do Estado do Rio de Janeiro, através do chamado Esquema Proconsult, montado especialmente para impedir sua vitória, esquema o qual Brizola denunciou à imprensa internacional, e abortou o processo. Na segunda vez, na primeira eleição presidencial, de 1989, a parada por um dia, da contagem de votos no Estado de Minas Gerais, certamente fraudou o acesso de Brizola ao segundo turno da eleição E vimos no que deu, a fácil vitória do falso caçador de marajás, Fernando Collor de Mello. E temos sérias dúvidas, se, em outras eleições, Brizola e os candidatos do PDT também não foram prejudicados.
* A não inclusão do financiamento publico das campanhas eleitorais, o que vai facilitar mais uma vez, a eleição de candidatos/candidatas, muitas vezes imorais ou amorais, detentores de amplos recursos financeiros, em detrimento de melhores candidatos e candidatas, sem tantos recursos.
* E terceiro ponto, mas não menos importante, é a não citação de qualquer obrigatoriedade quanto ao uso de recursos dos fundos partidários em beneficio dos movimentos negros de todos os partidos, e nenhuma citação ao apoio de candidaturas de negros e negras.
Em 2010, teremos a segunda eleição presidencial sem Leonel Brizola, e teremos de fazer um grande esforço para eleger negros e negras às varias casas legislativas, e mesmo aos governos de alguns estados.
A Secretaria Nacional do Movimento Negro do PDT apóia o lançamento de candidaturas próprias do PDT, a começar por uma candidatura à Presidência da República. Será o momento oportuno para fazermos visíveis, a todo o país, durante o horário eleitoral, nosso compromisso com a ética em relação à coisa pública, os ideais, as propostas de governo, e as realizações do PDT quando está no poder. Seria pedir muito ao partido, deixar de fazer ouvir sua voz, neste momento de crise nacional e mundial.
Companheiras e Companheiros, sabemos que as Mães de Santos, as Yalorixás, nos seus numerosos Ilês, tem sido, por séculos, as depositárias e as transmissoras dos conhecimentos das religiões de matriz Africana. Quero pedir a todos e a todas, um momento de homenagem a Ialorixá baiana, Mãe Hilda, recentemente falecida. Estivemos muitas vezes com Mãe Hilda, em diversas situações, mas a lembrança maior que tenho é de Mae Hilda, nos seus trajes ancestrais, com muitos de nós, e lá estavam Abdias do Nascimento, José Miguel, Airton de Oliveira, Maria Alice Santos, Creuzely Ferreira, Maria Christina Ramos, Marcos Romão, Januário Garcia, Lélia Gonzalez, Wanda Cambraia, subindo, a pé, a Serra da Barriga, em direção ao topo do Quilombo de Palmares, ainda no tempo da reivindicação do reconhecimento daquele espaço como um Monumento Nacional. Conseguimos! Axé Mae Hilda!!!
A todos vocês, deixo minhas saudações quilombolas e brizolistas, e um poema que fiz, em Salvador, no dia da morte de Mãe Menininha do Gantois, que pode perfeitamente homenagear Mãe Hilda,

Edialeda Salgado do Nascimento
Presidente da Secretaria Nacional do Movimento Negro



Homenagem a Mãe Menininha do Gantois

Edialeda



São Salvador, Bahia !
Uma nação negra,
na cara do povo,
chorando a morte
de sua Mãe Menininha!
Símbolo da força
da religião dos Orixás,
que resistindo à opressão,
à repressão, à violência,
por séculos e séculos,
manteve acesa a fé
em nossos Deuses Africanos.
Laroyê !!!
Ore Yèyè O !!!
Epa Heyi Oya !!!
Odó Iya !!!
Aoboboi !!!
Atotô !!!
Epa Baba !!!

São Salvador, Bahia, 14.VIII.86
Dia da morte de Mãe Menininha do Gantois

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Opiniões dos companheiros da Bahia, Educação Redentora

A HORA DA EDUCAÇÃO REDENTORA

A herança brizolista que construiu caminhos sólidos para a organização de um Estado que tenha princípios democráticos, cidadãos e pluriétnicos é imprescindível para a efetiva inclusão social do nosso povo.
A compreensão deste momento nos faz apoiar o líder que mais está se destacando em favor da educação no Estado da Bahia. A sua atuação anterior com o FUNDEB/FUNDEF e o piso salarial da educação, resgatando o ideário do baiano Anísio Teixeira, e dando continuidade ao trabalho de Darcy Ribeiro é hoje o principal patrimônio para o futuro do Nordeste e do Brasil.
Em princípio, só a transferência do deputado Severiano Alves da comissão de Educação para a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional credencia o líder trabalhista baiano como um dos mais novos potenciais estadistas do Brasil e da América Latina.
O PDT entre os partidos respeitados pela população brasileira é um dos poucos que consegue priorizar no seu dia-a-dia: a reparação, o desenvolvimento econômico sustentável e a educação , como pilares, na construção de uma nação mais digna para todos os brasileiros, bandeiras defendidas e respeitadas por Alberto Pasqualini, Leonel Brizola, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e por esta nossa liderança baiana.
Com a concretização do rompimento da aliança do PMDB e PT houve uma radical mudança de paradigma na Bahia. A anterior hegemonia estadual de ambos os partidos começa a ser colocada em xeque pela população, podendo propiciar o perigoso retorno do carlismo.
Preocupados com este possível retrocesso os membros do Movimento Democracia Trabalhista do Nordeste tem o dever de tentar barrar o retorno das forças anti-populares.
Neste momento entendemos como prioritário lançar a candidatura do deputado federal Severiano Alves para Governador do Estado da Bahia, como forma de deter o possível retorno ao passado e assim darmos continuidade a defesa das bandeiras trabalhistas, atendendo os apelos da população para a construção de um futuro melhor para todo o povo baiano.
A HORA DA EDUCAÇÃO REDENTORA JÁ CHEGOU
CANDIDATURA PRÓPRIA DO PDT PARA GOVERNADOR DA BAHIA
Movimento Democracia Trabalhista do Nordeste:Feliciano Tavares Monteiro/Osvaldino Vieira de Santana/Sandro dos Santos Correia.

Salvador, 11 de Agosto de 2009.

Artigo de Jackson Lago

Pernas curtas
A oligarquia reinstalada no governo estadual tem insistido nas afirmações de que meu governo deixou o Estado "financeiramente quebrado" e promoveu uma "irresponsabilidade fiscal inédita no País". Nada mais falso.
Mesmo assumindo após um mês de minha deposição por um golpe judicial, o atual secretário de Planejamento deve saber que deixei 383 milhões de reais nos cofres do Estado. Mais que isso, a administração da senhora Roseana Sarney Murad encontrou um Estado com suas contas religiosamente pagas.
Pagamento de pessoal? Em dia. Dívida pública? Mesmo sem ter aumentado em um centavo essa dívida (toda ela contraída pelas administrações da oligarquia, em especial pela hoje governante), entendo que o compromisso é do Estado e, por isso, honrei esses pagamentos. Pagamento de precatórios? Todos absolutamente em dia. Empreiteiros e fornecedores? Não há qualquer reclamação nesse sentido, pois obras realizadas e serviços prestados devidamente atestados foram pagos. Transferências constitucionais aos municípios? Todas feitas. E, ainda mais, meu governo fez transferências voluntárias com a maioria dos municípios, através de convênios em diversas áreas, recursos estes que foram subtraídos às municipalidades pela administração dos que hoje me acusam.
Minha administração, no entanto, não se preocupou somente com o equilíbrio orçamentário e fiscal. À frente do governo, procurei diminuir a imensa dívida social para com nosso povo, que vem de séculos, mas que foi extremamente agravada pelos 40 anos de poder do grupo oligárquico
Cito algumas iniciativas que estavam modificando a face do Maranhão. Meu governo construiu 160 novas escolas e reformou 310. Nelas foram instalados 291 laboratórios de Matemática, 120 de Ciências, 794 de Informática, além de 355 bibliotecas. Em dois anos e três meses, em parceria com o governo federal, tiramos do analfabetismo 50 mil jovens, adultos e idosos.
A Saúde teve um extraordinário avanço em sua descentralização com a inauguração do Socorrão de Presidente Dutra, com cem leitos e atendimento a uma população de mais de 330 mil pessoas. Transferi recursos para a construção dos Socorrões regionais de Imperatriz e de Pinheiro, recursos estes que foram garfados pela administração de minha ilegítima sucessora. Quatro centros de reabilitação física, destinados a portadores de necessidade especial ou pessoas com recomendação de fazerem fisioterapia foram inaugurados em Imperatriz, Caxias, Bacabal e Grajaú.
Na área de infraestrutura, meu governo trabalhou em parceria com os municípios, delegando a eles até mesmo obras de competência estadual, na visão de que a fiscalização e o controle social são exercidos com mais eficácia quando se trabalha dessa forma, além de termos obras mais baratas. Dessa forma, foi possível fazer mais de mil quilômetros de estradas estaduais asfaltadas, recuperar quase 6 mil quilômetros de estradas vicinais e pavimentar 1.300 quilômetros de vias urbanas.
A Baixada Maranhense recebeu asfalto e sinalização em sua principal via de acesso, a MA-014, que com 166 quilômetros de extensão beneficia municípios como Vitória do Mearim, Viana, São Bento e Pinheiro, facilitando ainda o acesso a dezenas de outros municípios. A MA-262 tirou do isolamento toda a região de Matões e Parnarama. Enquanto a MA-209, entre Nova Bacabeira e Turiaçu, atendeu uma reivindicação mais que secular. A ponte da Liberdade, que liga o Maranhão com o Norte do Tocantins, consolida o papel de Imperatriz como centro econômico, administrativo e cultural de toda uma imensa região dos dois Estados.
Poderia me estender aqui, citando outras realizações nas áreas já citadas e em outras a que não me referi. Mas, o espaço que disponho não me permite. Mas, essas poucas linhas são o bastante para mostrar a falta de compromisso com a verdade daqueles que atiram pedras em meu governo. Apesar do monopólio que eles exercem sobre os meios de comunicação, a população pode, agora, fazer comparação entre dois diferentes estilos de governar. E, comparando, pode escolher entre eles.

Jackson Lago

sábado, 8 de agosto de 2009

Ainda há tempo!

Ainda há tempo!

Mais uma vez assistimos aos desvarios de uma república onde não existem republicanos, mas sim capitães hereditários (ou melhor, que assim se julgam), levando o país para o abismo da falta de ética na política, para vergonha dos brasileiros, políticos, ou não, mas compromissados com as reais necessidades da nação e do seu povo.
O que perdeu o Brasil, ao não conseguirmos eleger Leonel Brizola para a Presidência da República, jamais será recuperado, vide os jovens entregues ao tráfico, o elevado percentual de analfabetos e de analfabetos funcionais, o assassinato pelas chamadas forças da ordem, de milhares de jovens, quase sempre negros, a cada ano. Vide a não realização da Reforma Agrária, a não regulamentação da remessa de lucros, e a venda para exportação a preços vis dos chamados produtos primários, as commodities ou o sucateamento das empresas realmente nacionais, e a sua entrega às multinacionais.
A falência do capitalismo atingiu sobretudo aos países mais pobres, exatamente aqueles que nunca tiveram o poder de controlar o sistema.
Contudo, ainda há tempo, de tentarmos salvar algo do que resta para as futuras gerações.
O PDT, na pessoa do seu presidente licenciado, Ministro Carlos Lupi, no comando do Ministério do Trabalho e Emprego, tem mantido a luta pelos direitos dos trabalhadores conquistados na Era Vargas, e as posições firmes de Carlos Lupi nesta direção, incomodaram e ainda incomodam àqueles cujo compromisso é com os interesses pecuniários e de poder, que começam e terminam no aumento de seus lucros, não importando o quanto isso signifique para a degradação dos sistemas de atendimento à saúde e de transportes públicos, da falta de habitações dignas, da falta de saneamento básico, da falta de creches e de escolas.
Quando assistimos o presidente da Federação das Industrias do Estado de São Paulo – FIESP, Sr. Paulo Antonio Skaf, e a Presidente da Confederação Nacional da Agricultura, Senadora Kátia Abreu, tentando colocar os meios de comunicação e a população menos informada, contra o Ministro Carlos Lupi, lembramos a guerra movida contra Leonel Brizola, Governador do Rio Grande do Sul, que encampou as gigantescas empresas norte-americanas ITT e Bond & Share , que se recusavam a fazer investimentos para possibilitar o crescimento econômico daquele grande estado brasileiro. Sabemos ainda mais, que os governos e empresários americanos jamais perdoaram a Leonel Brizola, e atuaram, com apoio de alguns apátridas, embora nascidos no Brasil, para a não eleição de Brizola à Presidência da República.
O PDT trabalha e se organiza para eleger em 2010 uma numerosa bancada de deputados federais, que como dizia Brizola, tenham a cruz na testa, ou seja, depois de eleitos, serão no Congresso a voz da população brasileira e defensores de um Brasil que pertença de fato ao seu Povo.
Em 2006 o PDT lançou como candidato à Presidência da República o honrado e competente Senador Cristovam Buarque, ex-Reitor da Universidade de Brasília e ex-Governador do Distrito Federal. Pode ser pedir muito a Cristovam que renuncie a uma reeleição provável em 2010, mas seria pedir muito mais ao nosso partido deixar de apresentar um nome capaz de mobilizar, em primeiro lugar todo o PDT, e também grande parte dos eleitores que já estão enojados das crises, como a atual, no Senado Federal, cujo centro é José Sarney, pai de Roseana Sarney, que trabalhou junto ao Poder Judiciário para usurpar o lugar do Governador Jackson Lago , legitimamente eleito pelo povo do Maranhão, para entregá-lo à filha, cujos crimes eleitorais foram ignorados pelos magistrados.
Ainda é tempo de, ao lançar o Prof. Cristovam Buarque como candidato à Presidência da República para a eleição de 2010, ter o PDT a oportunidade de levantar o país em uma campanha que defenda a ética e a competência políticas, a construção de milhares de escolas públicas, que, seguindo o exemplo das agências do Banco do Brasil, tenham como padrão uma construção compatível com as necessidades de educação integral e integrada para nossas crianças. Uma escola que, segundo o Prof. Darcy Ribeiro, ensine aos nossos jovens a ler, a escrever e a pensar.
O Brasil merece ter um presidente da república que defenda a Amazônia contra as investidas de transformá-la em posse de toda a Humanidade, que não apóie as políticas de extermínio da população jovem, negra e pobre, nas favelas e nas periferias, e que se empenhe em criar mecanismos de transformações de nossas commodities em produtos industrializados, e também que prestigie nossos cientistas no desenvolvimento de suas pesquisas, porque sabemos que aqueles que detêm o Saber detêm o Poder.
Ainda é tempo, basta refletirmos, discutirmos e provar que o PDT é um partido que segue os ideais de Getúlio Vargas, de João Goulart, de Alberto Pasqualini, de Darcy Ribeiro, de Leonel Brizola, que reconhece as diferenças de tempo, mas conhece a atualidade das carências da nação brasileira.

Rio de Janeiro, 8 de agosto de 2009
Edialeda Salgado do Nascimento

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Onde está o racismo para a Justiça?

Deu no Mamaterra.de, por Marcos Romão


“PADRÃO DE LADRÃO OU ASSASSINO”

No Brasil, sempre se teve a impressão que preconceito e
ignorância andassem lado a lado. Enquanto jovens, temos a sorte, ou a
chance, de fazer diversas amizades com pessoas de todas as classes
sociais e raças. Qual garoto não se lembra de jogar bola com seus
amigos e escolhê-los pela técnica e não pelo credo ou etnia, pois eram
todos iguais, fossem negros, brancos, ricos ou pobres. Na verdade,
muitos ainda acreditam que preconceito é uma forma de ignorância,
logo, ainda que completamente inaceitável, não nos surpreende ver um
comportamento preconceituoso da parte de alguém de baixa
escolaridade. Talvez por isso, tamanho o meu espanto ao presenciar um
magistrado, teoricamente um homem esclarecido e inteligente, tomar
uma atitude racista em uma audiência oficial que tive a oportunidade de
assistir, prejudicando e ofendendo uma pessoa, um ser humano.
Enquanto graduando em Comunicação Social e futuro jornalista, fiz
desse fato a razão desse texto justamente para dividir com todos a
minha revolta quanto esse fato.
Tudo começa no dia 04 de julho, quando Marcos Andre Santos
Alves da Silva,
entre o horário de atendimento entre dois pacientes,
apressadamente, chega à agência do Banco Itaú no Largo da
Freguesia, para efetuar uns pagamentos. Ao chegar na porta da
agência, Marcos André foi barrado na porta giratória exclusivamente por
ser NEGRO, logo num país como o Brasil, que diz valorizar a
miscigenação de raças. Somente conseguindo adentrar a agência
bancária após mais de 20 minutos de sofrimento, angústia e destrato, e
com a presença de dois agentes da polícia militar e uma multidão o
assistindo como se tratasse de um criminoso.
Em razão do acontecido, Marcos André procurou um escritório de
advocacia, Ferreira Gomes & Zaluski Advogados, para patrociná-lo na
Ação Indenizatória pelos graves, profundos e segregatórios sofrimentos
que lhes foram impingidos pelos prepostos do Banco. Após ajuizar Ação
Indenizatória (processo nº 2008.203.023282-2), Marcos André teve seu
direito corretamente reconhecido sendo este sentenciado na modesta
quantia de R$ 3.000,00, mais custas judiciais e honorários advocatícios,
em razão do inadmissível caso de discriminação racial.
Contudo, a "saga" de Marcos André não termina por aí. Algo
mais grave ainda aconteceria, contrapondo a teoria de que "ignorância e
preconceito andam juntos."Como se não bastasse a discriminação
sofrida por Marcos André no Banco Itaú, o próprio magistrado (Juiz de
Direito Carlos Otavio Teixeira Leite
), o homem que deveria ser imparcial
e, principalmente, justo e despido de preconceitos, ao proferir sua
decisão, fez transparecer exatamente o mesmo tipo de atitude, quando
afirmou que "(...) não há que negar que o autor, por negro e
corpulento, enquadra-se no padrão que, na sociedade brasileira
(que cultiva a auto-imagem de não se pretender racista), se ajustou
identificar como de ladrão ou assassino."
Cabe esclarecer que Marcos André é médico ortopedista, perito da
policia civil, sem qualquer antecedentes criminais, e, principalmente
correntista da agência onde foi discriminado, e que além de lidar com
discriminação por parte dos prepostos do Banco, viu-se humilhado ao
escutar de um magistrado que estes tinham alguma razão para fazê-lo,
que ele se encaixava em alguma doente padrão o qual o classificaria
como criminoso e que existiria alguma razão para discriminá-lo. As
perguntas que tangem o assunto são: Quem definiu esse padrão? Será
que o magistrado age assim no seu cotidiano, tratando os cidadãos
"negros e corpulentos" como assassinos ou ladrões? Os negros são a
raíz da nossa cultura e a população brasileira deve pegar esse tipo de
exemplo para lutar contra esses estereótipos criados, sejam nas classes
menos favorecidas ou na elite da sociedade.
Na sessão de julgamento do Recurso de Apelação (processo nº
2009.001.16450), realizada em 28.07.2009, com o escopo de modificar
a sentença proferida no que tange ao insignificante valor da
indenização, o mais absurdo ocorreu! A Des. Mônica Tolledo de Oliveira,
relatora do recurso, proferiu voto no sentido de reformar a sentença para
julgar improcedente o pedido, por entender que tal fato caracteriza mero
aborrecimento, não causando qualquer dano ao Sr. Marcos André. Com
isso, a Instituição Financeira foi inocentada, não tendo qualquer
responsabilidade no fato. Tal posição foi seguida pelo Des. Reinaldo P.
Alberto Filho.
Apenas o desembargador presidente, Des. Sidney Hartung,
contrariou o posicionamento dos demais colegas, restando vencido por
maioria.
Atualmente, os advogados do Sr. Marcos André, preparam novo
recurso, para tentar reverter a questão.
Ps:não citamos o nome do estudante